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Como libertar colaboradores para que pensem por si mesmos e todos ganhem com isso?

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 Munzner

Em um dos primeiros artigos publicados no blog da Munzner, trouxemos a pergunta: Você realmente deseja que seus colaboradores pensem por si mesmos?Afirmamos que esta pergunta é capaz de deflagrar uma intensa transformação cultural na organização.

Após observar experiências de lideranças interessadas em adotar esse tipo de postura, hoje, nos sentimos motivados a convidá-lo a refletir sobre o que é importante para que um líder desenvolva coragem e confiança para libertar suas equipes e liderados, para que eles se sintam verdadeiramente confortáveis e encorajados a pensar por si mesmos. 

Teoria X versus Teoria Y

Na década de 50, Douglas McGregor, professor de administração e cientista do comportamento, apresentou um novo paradigma, ainda largamente considerado na gestão de muitas organizações, sobre a Teoria Y, a respeito da visão dos líderes em relação a colaboradores, em oposição às premissas tayloristas da Teoria X.

A Teoria Y propõe uma mudança de mindset importante:

Vejamos os principais pressupostos de cada teoria:

A Teoria Y não propõe a ausência de controles, mas admite o papel fundamental da motivação  na gestão de pessoas, buscando fortalecer a interação e a busca de propósitos coletivos.  Nesse tipo de organização, são observados maiores níveis de produção, desenvolvimento e geração de resultados positivos

A escolha filosófica positiva

A filosófica que assumimos em um Thinking Environment se conecta à visão bastante difundida da Teoria Y. Temos como princípio que os seres humanos, por natureza, são inteligentes, assertivos, lógicos e capazes de pensar sobre qualquer questão.

Observamos em nosso longo trabalho com organizações e grupos,  que a geração coerente de ideias depende mais desta filosofia positiva, do que outra mais pessimista ou neutra sobre a natureza humana.

Em um Thinking Environment, observamos que o fator mais importante para que as pessoas pensem por si mesmas é a forma como são tratadas pelos outros enquanto estão pensando.

Qual deve ser a atitude de um líder para estimular o pensamento nas equipes?

Para se criar organizações com inovação real e alto desempenho, é fundamental que os líderes rompam com a necessidade de controle – ou ainda, com os pressupostos limitadores que a alimentam.

Reforçamos que os líderes precisam assumir a visão de que o ser humano tem a capacidade de pensar por si e não precisa de comando, quando alinhado com o próprio propósito e o propósito da organização, além de ter diretrizes claras e responsabilidades bem definidas.

A escolha filosófica positiva é uma postura interna, um exercício constante de confiar que as pessoas querem trabalhar, desejam melhorar e que são capazes de pensar por si mesmas para chegar às melhores soluções.

Como motivar pessoas a pensar por si mesmas e colaborar?

Destacamos  o papel da informação, que é um dos dez componentes de um Ambiente para Pensar. Um dos inibidores frequentes do pensamento e da ação é a falta de informação, experiência ou clareza sobre objetivo – que se manifesta quando a pessoa não entende o que pode ou precisa fazer. 

Para isso, é preciso disponibilizar todas informações necessárias e dar clareza sobre resultados desejados. Soma-se a isso, o acordo de hábitos, rotinas ou processos que apoiem as tomadas de decisão. Com isso, criam-se melhores condições para que haja autonomia e iniciativa.

O encorajamento também é fundamental e ocorre quando sabemos que somos respeitados, quando nossas mentes estão livres do medo e os colegas demonstram interesse por nossas ideias. 

O cuidado dos líderes e equipes, nesse sentido, é de se desenvolver ambientes livres de estereótipos, onde atitudes opressivas não são toleradas e a chance de pensar e falar é dada, com igualdade, a todos no grupo.

Por fim, pensamos com mais coragem e criatividade quando somos apreciados. “Antes de cada crítica, ofereça cinco apreciações”, propõe Nancy Kline, sistematizadora do Thinking Environment.

Aqui é preciso clareza sobre o sentido do apreciar e a importância de que esta seja uma prática verdadeira e rotineira nas equipes.  Sempre sincera, sucinta e específica, baseada em qualidades do ser e não só nas coisas que a pessoa faz, a apreciação pode ser oferecida nas interações pessoais ou expressa como um hábito. 

Em forma de rodadas, a apreciação pode ser suscitada por perguntas no início e término de cada reunião:

Alguns exemplos:

  • O que tem melhor funcionado nesse projeto desde nossa última atualização?
  • O que você celebra hoje  (na organização, na equipe, ou vida pessoal)?
  • Que motivos você tem para agradecer por estar aqui hoje?

Experimente!

Para saber mais:

O que é um Thinking Environment?

Líder de equipe: Como uso o Thinking Environment? 

Como é uma organização que usa o Thinking Environment

“Uma das coisas mais valiosas que podemos oferecer uns aos outros é o ambiente no qual podemos pensar por nós mesmos”