A escuta generativa e o diálogo na hostilidade das discussões políticas

Como manter a calma e manter as relações saudáveis quando o país está tão dividido?

Não é novidade que estamos vivendo em um momento político de polaridades, incertezas, medos e ansiedades.

Muitos parecem esquecer que, depois da eleição, as relações continuam.

Quando a maioria das pessoas polariza ou está indecisa sobre em quem votar, os discursos violentos ou extremos só aumentam os ânimos, mas não resolvem a questão.

Se você defende uma sociedade democrática e pacífica, lembre-se de levar essas características para o seu cotidiano em qualquer tipo de conversa.

É preciso discutir política, sim! Mas com escuta e diálogo, qualidades que o Thinking Environment traz quando conseguimos manter os 10 Componentes, comportamentos estudados por Nancy Kline.

A importância da escuta (mais que da fala) quando divergimos nas opiniões

A escuta profunda é um dos pilares para a criação de um diálogo verdadeiro.

Quando prestamos atenção em como a outra pessoa está criando seus pensamentos, sem julgá-la de imediato, conseguimos entrar em um estado de conexão profunda com ela.

Nesse momento, nos abrimos como ouvinte e para todas as possibilidades que podem emergir a partir dessa interação. Isso pode ter consequências: se você tiver mais interesse no pensamento do outro que na sua própria opinião, pode acabar mudando o que pensa ou chegar facilmente em algum consenso.

Se você quer conversar sobre política com alguém que segue uma linha de opinião diferente da sua, o primeiro passo é esse: ouvir o que o outro tem a dizer, sem interrupção.

Ao respirar fundo, ter paciência e realmente se conectar com o que o outro está falando, você não está apenas tendo empatia, mas também gerando transformação.

Ou seja: neste momento você está encorajando a outra pessoa a realmente se abrir e provavelmente vai conseguir gerar algo novo através da sua escuta, muito mais que poderia gerar através de sua fala.

Mas atenção: a escuta que aconselhamos aqui é aquela que se faz livre da necessidade de ter que responder ou retalhar, feita olho no olho, mostrando seu genuíno interesse e curiosidade. Não se aplica às conversas em redes sociais.

Como fazer um diálogo democrático

No Thinking Environment, temos consciência de que a atenção é um ato de transformação. Escutar para catalisar o pensamento do outro é diferente de escutar para responder. Ou seja: escute acolhendo o outro, sem começar a pensar nos argumentos.

Após escutar pessoalmente e atentamente, é possível estabelecer um diálogo no qual os 10 Componentes são acordados e o tempo de fala de cada um é o mesmo - mas isso precisa ser combinado previamente.

Depois, peça ao outro o mesmo tempo de fala que ele usou e exponha os seus pensamentos de forma respeitosa e sem tentar convencer ninguém. E agora, é a vez da outra pessoa se comprometer em escutar sem interromper.

Lembre: tentar convencer é infrutífero.

Ao entrarmos em um diálogo usando o Thinking Environment, principalmente se isso for combinado previamente, nos livramos de vários bloqueios que poderiam existir com o interlocutor.

Através da escuta generativa, é possível dialogar mais profundamente sobre qualquer tema de maneira democrática e pacífica. Esse diálogo pode ter resultados surpreendentes!

Já experimentou usar o Thinking Environment desta maneira? Tente fazer um diálogo usando os 10 Componentes e nos escreva (contato@munzner.co) sobre o resultado! Estamos curiosos para saber como funcionou com você.

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Empresas que já tiveram contato com o Thinking Environment

Nos últimos anos a Munzner treinou diversos profissionais que também foram pioneiros em levar o Thinking Environment para dentro de suas empresas.

CIP – Câmara Interbancária de Pagamentos

Earthworm Foundation

GIZ – German Development Cooperation

Alltech do Brasil

Sustentare Escola de Negócios

FAE

ISAE

UniCesumar

Darnel Group

PUC Paraná - Escola de Negócios

Petrobras

Grupo Boticário

Oi

IBM

SENAR

Perkons

Famiglia Zanlorenzi

Riosulense

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