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Esqueça seus conselhos: convencer é infrutífero

Coaching

 Munzner

Você tenta convencer seu mentorado, seu coachee ou até mesmo seus parceiros de vida de seguir seus conselhos? Como já dizia o filósofo alemão Walter Benjamin (1892-1940), convencer é infrutífero.

Mas como ajudar os outros sem agir de forma intrusiva? O Thinking Environment possui algumas práticas com as quais você pode oferecer seu conhecimento, sua experiência e suas informações de maneira saudável e mais efetiva.

Acompanhe:

Dar conselho x falar sobre suas experiências

Aplicações do Thinking Environment
– Parceria de Pensamento
– Comitê do Pensamento
– Treinamento de mentoria

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Dar conselho x falar sobre suas experiências

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A diferença entre aconselhar e falar sobre suas experiências é sutil, mas essencial para a compreensão de como agir de forma mais assertiva. Quando você dá um conselho, este é baseado em uma experiência que você já viveu. Ou seja, há uma interpretação dessa experiência e você fala sobre o seu ponto de vista e seu contexto. Você está dando um conselho que iria funcionar para você, baseado na sua experiência e considerando como você imagina o futuro.

Ao aconselhar alguém, muitas vezes também estamos julgando quem está recebendo a fala. Dar conselhos, frequentemente, beira ao ato de convencer o outro sobre certo ponto de vista ou sobre uma determinada ação que seria (ou deveria ser) a correta. Os hábitos de aconselhar e convencer andam juntos e são quase um vício de profisisonais em cargos como o de gerência, mentoria, liderança e até mesmo coaching.

Não tem nada errado nisso. Mas num Thinking Environment estamos convidando as pessoas para dar apoio de uma outra forma.

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Ao invés de usar a persuasão para ajudar o outro, o Thinking Environment convida você falar sobre as suas experiências. A grande diferença é que, ao relatar suas vivências, o ouvinte se sente mais compreendido, livre e mais aberto para aceitar o que foi falado.

Assim há uma interação mais saudável entre o “conselheiro” e o “ouvinte”, o que facilita que o “ouvinte” consiga filtrar os insights da experiência do “conselheiro”, escolhendo o que mais serve para si naquele momento.

Nancy Kline, fundadora do Thinking Environment, diz que “a pessoa que tem a pergunta também tem a resposta”. Nessa metodologia, nós sempre acreditamos que a pessoa tem potencial para pensar de forma autônoma e já possui as respostas pelas quais ela tanto procura.

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Ao induzirmos o outro a encontrar respostas através do convencimento e de nossos conselhos, geralmente não chega-se aos insights de qualidade que ele teria caso estivesse pensando e agindo por si mesmo. Sim, você já tem todas as respostas dentro de si.

E mais uma coisa: como você sabe que o conselho que você pode dar para a pessoa é melhor ou mais útil para ela que aquele que ela pode descobrir sozinha?

Pois é, convencer não parece mesmo infrutífero?

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2. Aplicações do Thinking Environment

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Nós usamos a filosofia do pensamento independente em várias aplicações no Thinking Environment. Elas ajudam as pessoas a ter um tempo para pensar e a tomar as melhores decisões por ela mesma, sem precisar ser convencida por outros.

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Thinking Partnership (“Parceria de Pensamento”)

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Esta prática consiste em dividir os participantes em duplas para que uma pessoa seja o Pensador e a outra seja o Parceiro de Pensamento. O Parceiro de Pensamento se comporta respeitando os 10 Componentes do Thinking Environment, oferecendo atenção e ouvidos para o Pensador falar tudo que ele tem necessidade naquele momento, sem ser interrompido ou julgado.

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Steffen Munzner em um prática de Thinking Environment

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O Parceiro de Pensamento segue as dicas de Nancy Kline e apenas vai acompanhando a linha de raciocínio de quem está falando. Nesta prática, nós nunca interrompemos a fala do outro ou tentamos convencê-lo de alguma coisa. Apenas o ajudamos a remover crenças limitantes e encontrar as soluções por si próprios.

É como fazer um brainstorm em voz alta que é potencializado pelo Thinking Environment. Simples? Não, é preciso praticar muito para conseguir internalizar tudo isso! Para saber algumas opiniões de quem pratica isso, clique aqui. Para ver como essa prática pode aprimorar as suas habilidades como coach, clique aqui. Se deseja observar como isso acontece, acompanhe o encontros do nosso grupo de prática.

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Thinking Partnership em Curitiba

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Comitê do Pensamento

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O Comitê do Pensamento é quase como um coaching entre colegas (em inglês peer coaching). Essa prática consiste em reunir três ou mais pessoas para ouvir alguém que tem um problema ou um caso a ser resolvido. Os colegas escutam o problema com atenção, sem interrupção, mantendo o Thinking Environment. Depois cada um tem um tempo para falar sobre suas experiências relacionadas ao que foi relatado.
Ouvir os depoimentos ajuda o dono do caso a refletir e captar o que identificou nos relatos como útil e adequado à situação para resolver seu problema.

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Treinamento de mentoria

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Uma de nossas práticas é oferecer às organizações um treinamento de mentoria. Nós ensinamos o mentor e o mentorado a criar um Thinking Environment nos encontros deles que potencialize seu relacionamento e seus resultados.

É importante, por exemplo, criar um ambiente de igualdade entre os dois, para que assim o mentor consiga ajudar o mentorado de forma assertiva. E, quando há necessidade de conselhos e diálogos, mostramos ao mentor como ensinar e ajudar o outro falando sob a perspectiva de suas experiências, não persuadindo.

Criar e cultivar um Thinking Environment é um exercício constante, pois abandonar antigos hábitos de comportamento é desafiador. Mas os resultados podem ser impressionantes. Confira alguns impactos no artigo Como é uma organização que usa o Thinking Environment.

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Interessado? Quer entender como você, coach, lider ou facilitador de grupos pode se aprofundar? Veja esse artigo, clicando aqui. Convidamos você para deixar os conselhos infrutíferos um pouco de lado e experimentar o Thinking Envionment!