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As qualidades que diferenciam os maiores Coaches do mundo

Você sabia que o mercado de coaching cresceu mais de 300% nos últimos quatro anos no Brasil?

O mercado de coaching movimenta 3 bilhões de dólares ao ano nos EUA, segundo a Internatinal Coach Federation (ICF), e ainda está em ascensão no Brasil. Caso você tenha optado por essa carreira, é importante que desenvolva seus diferenciais e se aprimore para lidar com os desafios que vão surgir.

Para isso, separamos algumas core competencies dos “top coaches”, segundo a ICF, aquelas que diferenciam os maiores coaches do mundo:

1 - Fazer acordos éticos com clareza 
2- Cocriar o relacionamento com seu cliente
3- Praticar a comunicação efetiva e a escuta ativa 
4- Encorajar o cliente
5- Fazer questionamentos poderosos

1 - Fazer acordos éticos com clareza

De acordo com a ICF, é necessário ter uma profunda compreensão do código de ética e standards que devem ser seguidos adequadamente em todas as situações de coaching. Isso implica fazer acordos claros que abranjam:

a) Comunicar ao cliente claramente as distinções entre coaching, consultoria, psicoterapia e outras profissões de apoio. E ter sabedoria para encaminhar a pessoa a outro profissional, caso necessário.

b) Estabelecer um contrato de trabalho para que a pessoa compreenda o processo de coaching, os limites e fronteiras do trabalho, e o que é necessário de comprometimento entre coach e cliente. Cada um deve ter clareza sobre suas responsabilidades e sobre o que é apropriado ou não na relação entre os dois.

c) Checar se o seu método de coaching está em ressonância com as necessidades do cliente. Em suma, demonstrar respeito pelas percepções do cliente, perceber seu estilo de aprendizagem e compreender quais ferramentas funcionam melhor para cada perfil.

2- Cocriar o relacionamento com seu cliente

Os melhores coaches conseguem estabelecer confiança genuína e intimidade com o cliente, mantendo profissionalismo. A cocriação do relacionamento entre você e seu cliente e a condição interior a partir da qual o coach opera fazem toda a diferença para que as ferramentas funcionem. Para isso acontecer, é preciso:

a) Ter a capacidade de criar um ambiente seguro e favorável que produza um mútuo respeito e confiança contínuos. O Thinking Environment, método criado pela americana Nancy Kline, é poderoso aliado na hora de criar um ambiente seguro. Nancy descreveu os 10 Componentes que, quando adotados como comportamentos ou “acordos” entre coach e coachee, levam as pessoas a remover bloqueios, confiar umas nas outras e ter insights com qualidade.

b) Mostrar interesse genuíno pelo bem-estar e futuro do cliente. Envolver-se de maneira saudável é necessário: os melhores coaches estão presentes na vida das pessoas de forma íntegra e perceptível.

c) Saber lidar com o imprevisto: ter um estilo aberto, flexível e confiante de coaching. Segundo a ICF, os melhores coaches são verdadeiramente presentes, transparentes e flexíveis durante o processo de coaching, “dançando conforme o momento” e o que acontece a seguir. Isso implica acessar sua própria intuição e confiar no conhecimento interno do cliente. Também a saborear a incerteza, estar aberto a não saber tudo e assumir estes riscos junto com o cliente. Para ter um estilo flexível, é essencial estudar muitas maneiras de trabalhar com o cliente e estar disposto a descartar a própria agenda para escolher outras intervenções e ferramentas que sejam mais eficazes, mantendo o foco no que está mais a serviço do cliente.

d) Manter a leveza e a tranquilidade no encontro com o cliente. Isso é um dos componentes do Thinking Environment: libertar-se do senso de urgência interna e deixar as distrações de lado na hora de relacionar-se com o outro. Tranquilidade também surge no momento em que as pessoas estão confortáveis umas com as outras, livres para dizerem o que pensam. A ICF também aconselha usar humor de forma eficaz para criar leveza e energia. Uma qualidade dos melhores coaches é demonstrar confiança em trabalhar com fortes emoções, deixando claro que o coach não será dominado ou enrolado pelas emoções do cliente. Ele encoraja os sentimentos e os tratará de forma responsável e consciente. Perante expressão de emoções acompanhadas pelo choro, por exemplo, a presença firme e silenciosa do coach, sem a necessidade de “consolá-lo”, pode ser suficiente para que o cliente restaure a clareza e qualidade do pensar.

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3- Praticar a comunicação efetiva e a escuta ativa

A escuta ativa é a capacidade de dar completa atenção não somente ao conteúdo que o cliente está dizendo, mas ao processo de pensamento e onde mais ele pode chegar a partir do que está dizendo.

A prática de atenção plena e genuína na pessoa que está se comunicando é chave principal que gera pensamento de qualidade no outro.

O Thinking Environment, novamente, traz isso em seus componentes: a importância da escuta (denominada generativa) e da atenção com genuíno interesse e sem interrupção.

Na escuta ativa, segundo a ICF, é importante:

a) Ouvir as preocupações, objetivos, valores e crenças do cliente.

b) Conseguir distinguir e observar atentamente as palavras e a energia do cliente ao longo da sessão.

c) A ICF costuma reiterar a importância de parafrasear e espelhar o cliente. No Thinking Envionment, Nancy Kline indica checar a situação repetindo em uma pergunta o que o mentorado está falando, nas exatas palavras dele. Esta é a melhor forma de garantir o pensamento independente do cliente sem colocar nenhuma palavra que seja do pensamento do coach. O cliente então escuta suas próprias palavras e perguntas na voz do coach através da aplicação de “clean questions”.

Encorajar o cliente

Os melhores coaches encorajam verdadeiramente seus clientes e jamais competem com o pensamento deles.

É necessário fornecer suporte contínuo e encorajar o cliente a buscar novos comportamentos e ações, incluindo aqueles que envolvem a tomada de riscos e o medo do fracasso.

O Thinking Environment encoraja as pessoas a falarem mais sobre o que estão pensando e sentindo e, rapidamente, elas identificam pressupostos limitadores e chegam nas perguntas incisivas para que o próprio coachee perceba os falsos pressupostos que o impedem de agir.

Para encorajar seu cliente, a ICF indica:

a) Aceitar, explorar e reforçar a expressão de sentimentos, percepções, preocupações e crenças. Com isso, entender a essência da comunicação do cliente e respeitar suas ideias e sugestões de ações, livre de qualquer julgamento.

b) Permitir que o coachee desabafe, sabendo que não será criticado pelo que pensa, sente e tem a dizer.

Thinking Environment

Fazer questionamentos poderosos

De acordo com a ICF, a capacidade de fazer perguntas que revelem as informações necessárias é essencial a um coach de qualidade.

Os grandes coaches sabem fazer perguntas que refletem a escuta ativa e uma compreensão da perspectiva do cliente. Essas perguntas levam às descobertas, insights, formação de compromissos ou até mesmo à tomada de decisões sérias.

O Thinking Environment tem, como um de seus componentes, as perguntas incisivas. Elas servem para remover pressupostos que limitam a capacidade de pensar por nós mesmos com clareza e criatividade.

Ao identificar os pressupostos limitadores, pode-se perguntar: “o que você deveria assumir ao invés disso que seja libertador, ao mesmo tempo factível e verdadeiro?”. Outra pergunta possível e poderosa é: “se você soubesse que esta suposição libertadora é possível, o que mudaria em seu pensamento neste tópico? Que novas ideias ocorrem?”.

Os melhores coaches, segundo a ICF, solicitam perguntas abertas que criam clareza, novas possibilidades ou nova aprendizagem. Eles fazem perguntas que movem o cliente, inspiram, e não são meramente mecânicas a partir de uma lista de “perguntas poderosas”.

O poder do Thinking Environment é poder liberar o coach até da necessidade de estar constantemente se preparando para fazer perguntas. O coach fica mais interessado em escutar para acender o pensamento do cliente do que para fazer a próxima pergunta. Muitas pessoas relatam que isso é libertador e faz quem está recebendo a sessão de coaching encontrar a real tranquilidade interna para que os momentos sejam altamente produtivos.

Você trabalha como coach? As qualidades citadas nos cinco tópicos acima diferenciam os maiores coaches do mundo. Em uma dessas habilidades está a escuta, que conecta diretamente com o Thinking Environment. Essas core competencies foram traduzidas e adaptadas deste artigo em inglês, publicado no site da ICF. Para se tornar um coach certificado em Thinking Environment pela Time to Think Inc, é necessário passar pelo curso de Thinking Partnership e pela Formação Certificada em Coach do Time to Think.

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Empresas que já tiveram contato com o Thinking Environment

Nos últimos anos a Munzner treinou diversos profissionais que também foram pioneiros em levar o Thinking Environment para dentro de suas empresas.

CIP – Câmara Interbancária de Pagamentos

Earthworm Foundation

GIZ – German Development Cooperation

Alltech do Brasil

Sustentare Escola de Negócios

FAE

ISAE

UniCesumar

Darnel Group

PUC Paraná - Escola de Negócios

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