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Como e porque desenvolver Segurança Psicológica nos ambientes de trabalho

Pessoas são capazes de se reconhecerem diferentes uma das outras, mas como uma pessoa pode aceitar o erro da outra e sustentarem juntas um ambiente que tem abertura para serem francas e autênticas?

Em ambientes de trabalho, ninguém quer parecer ignorante, incompetente, intrusivo, negativo. E como normalmente lida-se com essa situação? Geralmente, não fazendo perguntas, não admitindo erros ou fraquezas, não oferecendo ideias ou questionando o status quo. 

E qual é o custo psicológico em viver em um ambiente desta maneira? Será que há realmente uma vantagem em sermos assim? 

Segundo a pesquisa apresentada no TEDX TALK de Amy Edmondson, a professora da universidade de Harvard comenta que as equipes com uma melhor performance no trabalho são aquelas que sabem lidar com a incerteza e a interdependência das responsabilidades. Ela também constatou que: 

  • as melhores equipes estão mais dispostas a conversar sobre erros 
  • As melhores equipes têm um clima mais aberto, que permite que falhas sejam reportadas para que se chegue ao fundo dos problemas. 

Um ambiente assim só é criado se existe segurança psicológica entres as pessoas para que elas se sintam libertas a se expressarem. 

Então, algumas dicas que a pesquisadora levanta para criar bons hábitos e que podem gerar mais segurança psicológica são: 

  1. Enquadrar o trabalho como um problema de aprendizado, não um problema de execução. 
  1. Admitir a incerteza e a importância de interdependência: todos os cérebros envolvidos e todas as vozes são necessários. 
  1. Reconhecer a própria possibilidade de falhar, por exemplo: “acho que deixei algo passar, preciso ouvir de você”. Isto vale para líderes ou subordinados. 
  1. Modelar a curiosidade, fazendo muitas perguntas. Isso cria uma necessidade de expressar-se. 

Ela continua: haverá gestores que poderão dizer: "Então isso quer dizer que irá reduzir a excelência? Não posso responsabilizar mais as pessoas por ótimos resultados? Mantê-las sob pressão?" 

E a resposta da professora de Harvard é simples. "Não é uma troca, são duas dimensões diferentes. Não é sobre motivação, é sobre libertar as pessoas para que se empenhem e não tenham medo umas das outras"  

O que a segurança psicológica não é 

Segundo Amy Edmondson, trabalhar em um ambiente psicologicamente seguro não significa que as pessoas sempre irão concordar umas com as outras. Também não significa que as pessoas elogiem inequivocamente ou apoiem incondicionalmente tudo o que você tem a dizer. Na verdade, é o oposto. A segurança psicológica tem a ver com franqueza, com tornar possível o desacordo produtivo e a livre troca de ideias - aspectos vitais para o aprendizado e a inovação. O conflito surge inevitavelmente em qualquer local de trabalho. A segurança psicológica permite que pessoas em diferentes lados de um conflito falem francamente sobre o que as está incomodando. 

Como criar um ambiente seguro para processar a diferença? 

Ao refletir sobre o conceito de segurança psicológica, constatamos uma grande confluência ao trabalho do Thinking Environment, criado por Nancy Kline, metodologia base para nosso trabalho na Munzner.  

Uma frase famosa de Nancy Kline, diz: "in order to think for yourself you have to think as yourself" (tradução livre: para pensar por si mesmo você precisa pensar como você é). 

Isso quer dizer que antes de sabermos como aceitar o jeito das outras pessoas, precisamos aprender a aceitar como nós somos. Aprender a pensar por nós mesmos significa constatar que não somos dependentes da opinião alheia e que todas as pessoas são iguais na capacidade de pensar por si mesmas. 

Daí a riqueza de grupos diversos, que representam diferentes visões e que, por isso, têm um alcance muito maior para resolver os problemas que aparecem, pois cada um tem um olhar único que pode contribuir para alcançar a solução. 

Mas será que só a diversidade é suficiente? 

Sessenta anos de pesquisas sobre diversidade mostram que equipes diversas raramente trazem os benefícios que estão associados a elas. Para usar a diversidade de forma eficaz, é necessária a segurança psicológica. O conceito, que agora é considerado a base para efetivar a diversidade e inclusão, é um fator de sucesso para métodos de trabalho ágeis, afirma Manfred Wondrak

O que nós podemos dizer sobre a diversidade é que ela atinge seu maior potencial quando as pessoas se sentem ouvidas, quando elas sentem segurança para poder falar, questionar, serem diretas ao assunto e acrescentar para o contexto com a sua visão e experiência. O ambiente deve permitir isso. 

Outros elementos de segurança psicológica 

  • Todo mundo fala a mesma quantidade. Não precisa ser distribuído uniformemente em todas as reuniões, mas se equilibra em um determinado período de tempo. 
  • Empatia social que cria compreensão mútua. Existe um alto nível de sensibilidade social; os membros da equipe podem ter empatia com os outros e prestar atenção às suas necessidades. 
  • Pontos fortes, talentos e habilidades individuais são valorizados. Todos em uma equipe têm seus próprios talentos e experiências. O foco passa de um déficit para uma visão orientada para os pontos fortes. 

Todos os pontos trazidos até agora complementam muito bem a visão que o Thinking Environment traz consigo, e o melhor: na teoria e na prática. Um exemplo disso são os 10 componentes fundamentais para sustentar um "Ambiente Para Pensar". 

Quer saber como sustentar um ambiente de segurança psicológica? Leia o artigo: Como o Thinking Environment apoia ambientes de Segurança Psicológica.

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